Blog produzido pela equipe editora formada pelos professores Vera Márcia e Júnior Almeida, da Escola Estadual Justiniano Fonseca, localizada em Tebas\Leopoldina (MG). Em nosso sítio eletrônico estaremos divulgando constantemente notícias relacionadas ao cotidiano escolar e à comunidade tebana. Contamos com a colaboração de todos, alunos, ex-alunos, professores e membros da comunidade, para mantermos nosso Blog sempre atualizado e com temas relevantes para a localidade!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
As imagens do PROEB 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Imagem e Memória

*A fotografia acima foi registrada no dia 05 de Maio de 1972. Na ocasião, os alunos da E. E. Justiniano Fonseca estavam fazendo um piquenique com a então diretora, Profª. Stela Dalva Soares dos Reis, na propriedade do senhor Sebastião Fonseca.Agradecemos as senhoras Sueli Reis Guimarães e a Maristela Soares Rodrigues, filha e neta, respectivamente, da ex-diretora Stela, por ter nos enviado esta bela foto.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Augusto dos Anjos

Nosso biografado nasceu no Engenho Pau d’Arco, no estado da Paraíba, em 20 de abril de 1884. Concluiu o curso secundário no Liceu Paraibano. Em 1906, formou-se em direito na capital de Pernambuco – Recife. Contudo, Augusto dos Anjos não exerceu o Direito, dedicou-se a lecionar Português e Geografia em escolas da Paraíba, Rio de Janeiro e, por fim, assumiu a direção de uma escola em Leopoldina.
Foi em 22 de junho de 1914 que Augusto dos Anjos chegou a Minas Gerais, para assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, situado em Leopoldina, atendendo à indicação do Deputado mineiro Dr. Ribeiro Junqueira, segundo relato do próprio Augusto em carta enviada à sua mãe em junho daquele ano.
Augusto dos Anjos veio para Leopoldina junto com sua esposa, Ester Fialho, e seus filhos Glória e Guilherme, onde moraram à Rua Barão de Cotegipe, nº 11, atualmente sua casa tornou-se um espaço cultural, cuja finalidade é preservar a memória deste escritor.
Em 1912 Augusto publicou seu livro “Eu”, o qual causou grande impacto e escandalizou o público-leitor, devido às características da obra, que continha poemas fúnebres, melancólicos que eram repletos de termos extraídos das Ciências Médicas, algo incomum às demais poesias e obras literárias da época.
No dia 12 de novembro de 1914, uma pneumonia tirou a vida de Augusto dos Anjos, que na ocasião tinha apenas 30 anos de idade. Seus restos mortais encontram-se enterrados no cemitério de Leopoldina, mas sua obra continua viva, bem viva nas mentes de todos os leitores do Brasil, tendo em vista as dezenas de edições e reedições de seu livro “Eu” e das inúmeras publicações de suas outras poesias.
Abaixo reproduzimos um dos famosos poemas de Augusto dos Anjos.
O MORCEGO
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho. Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede: Na bruta ardência orgânica da sede, Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..." - Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho, Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego A tocá-lo. Minh’alma se concentra. Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto!
Nem tudo o que é verde simboliza vida
No Brasil as monoculturas de árvores, especialmente de eucaliptos, para produção de celulose estão se expandindo em um ritmo muito acelerado. E geram muitos conflitos das empresas e governos com movimentos sociais e ambientais. Por que a América Latina, e especialmente o Brasil, é a bola da vez no mercado de produção de celulose? Que impactos isso gera para a sociedade brasileira?
Os nomes que as monoculturas de árvores para produção de celulose recebem pelo mundo afora revelam que, na percepção das populações afetadas, esses plantios geram mais impactos negativos do que positivos.
Na Tailândia, as famílias agricultoras chamam o eucalipto de árvore egoísta, porque as plantações absorvem os nutrientes do solo e consomem tanta água que nos campos vizinhos não é possível plantar arroz.
No Chile, o povo indígena Mapuche refere-se às plantações de pinheiros como milicos plantados, porque são verdes, formam fileiras e avançam.
Na África do Sul, as plantações de eucalipto são chamadas de deserto verde, porque ressecam os solos, expulsam animais e outras espécies vegetais e provocam o êxodo das populações.
Por que o Brasil?
Entre os motivos que atraem as empresas de celulose para o Brasil está a disponibilidade de terras, água e clima quente e úmido, que propiciam o rápido crescimento das árvores. Em torno de sete anos cresce o eucalipto, enquanto que em Portugal e Espanha esse tempo de crescimento não é menor que 15 anos. E em áreas mais geladas da Europa, como Finlândia, as árvores usadas para celulose levam até 80 anos para atingir o ponto de corte.
Além disso, no Brasil, graças aos grandes investimentos em publicidade e aos volumosos patrocínios de campanhas eleitorais, a grande mídia e a maioria dos políticos são parceiros das empresas de celulose. De modo que os governos oferecem incentivos fiscais para elas se instalarem, flexibilizam exigências ambientais e procuram construir no imaginário social a compreensão de que as plantações e as fábricas de celulose vão gerar empregos e desenvolvimento socioeconômico.
Questão ambiental
Para Dirce Suertegaray e Roberto Verdum, professores da Faculdade de Geografia da UFRGS e autores do Atlas da Arenização no Sudoeste do Rio Grande do Sul (2001), a expansão do monocultivo do eucalipto é preocupante porque, além da desertificação do clima resultante do elevado consumo de água dos eucaliptos, pode ter outras graves conseqüências como:
· Ressecamento do solo e aumento de erosão: A geógrafa Dirce se indigna com as propagandas das empresas que realizam os plantios para celulose no Brasil porque elas mostram imagens de bosques em que os eucaliptos aparecem no meio de muitas outras árvores em que muitos bichos convivem harmoniosamente naquele ambiente, como ocorre na Austrália, que é o lugar de origem dessa espécie vegetal.
· Diminuição da Biodiversidade: Todos os pesquisadores afirmam que é comprovado que em qualquer lugar do mundo o cultivo das florestas homogêneas de eucalipto provoca empobrecimento da biodiversidade. Isso evidentemente causa impactos na fauna porque, à medida que muda a vegetação, toda a dinâmica da vida dos animais no local altera-se.
· Transformação da paisagem e da identidade cultural: Para a professora Dirce, existe uma tendência de ecologistas acharem que preservar o ambiente é proteger as matas e plantar árvores, quando na verdade todos os ecossistemas precisam ser preservados.
Segundo o ecologista Francisco Milanez, “as pessoas são diferentes porque vivem em ambientes diferentes, que exigem modos de vida específicos. Se padronizamos a paisagem, vamos padronizando também a cultura das pessoas”. Outro impacto enfatizado por Milanez é a poluição decorrente do processo de fabricação da celulose branqueada, em que são utilizados produtos como a dioxina, que colocam em risco a população e o meio ambiente. “Na Alemanha, por exemplo, a tolerância à dioxina é zero. Aqui é utilizada sem nenhum controle”, critica o ambientalista.
A essa altura o (a) leitor (a) deve estar se perguntando: e as legislações ambientais não são um instrumento eficiente para impedir esses impactos nocivos para o meio ambiente impondo limites a essa expansão? Infelizmente, a flexibilização de legislações ambientais para atender interesses econômicos tem sido uma prática cada vez mais freqüente no Brasil.
Christiane Campos*