quinta-feira, 11 de setembro de 2008

7 Anos após o Atentado de 11 de Setembro...

O dia 11 de Setembro, sem dúvida, entrou para a História da Humanidade.
Há sete (07) anos atrás os E.U.A, a maior potência econômica e militar do mundo, eram atacados por terroristas de origem árabe-islâmica.

O ataque foi traumático, chocou todas as pessoas do planeta. As cenas marcantes de horror e destruição foram transmitidas para as demais partes do globo quase que em tempo real.

Assistiamos ao sangrento evento boquiabertos, sem saber bem no que pensar, muitos ficaram apenas atordoados com as tristes imagens da queda dos gigantescos prédios, da fumaça e dos escombros e dos gritos aturdidos das pessoas que presenciaram, viveram e morreram naquele trágico dia.

A partir do dia 11/09/2001 os E.U.A iniciaram uma ampla campanha militar contra o "terrorismo" e promoveram invasões e mais carnificina no Oriente Médio, no Afeganistão e no seu antigo desafeto - Iraque. Estas ofensivas militares geraram polêmicas na comunidade internacional e na própria sociedade norte-americana, além de muito derramamento de sangue tanto no lado americano, quanto no lado árabe.

As guerras e invasões que sucederam ao 11/09/2001 também podem ser consideradas atos terroristas ou manifestações do capitalismo selvagem ou ainda uma expressão do pensamento do pensamento do prussiano Clausewitz, para o qual a guerra era simplesmente a extensão da política.

Passados sete anos do evento que tornou-se um marco histórico, nos perguntamos onde os E.U.A chegaram? E o que ganharam com as represálias militares que destruíram países e culturas tão ricas? Certamente os E.U.A estão recuperando os bilhões de dólares que investiram na destruição do Afeganistão e do Iraque, através da reconstrução dos países com o apoio das empresas norte-americanas. Além disso, penetraram definitivamente em uma das regiões que se destaca na produção de petróleo, bem indispensável para a economia dos E.U.A. Ganharam novos aliados orientais, tendo em vista que implantaram a democracia ocidental desmantelando a organização política tradicional daqueles referidos países. Por outro lado, as ações norte-americanas enfureceram ainda mais alguns grupos islâmicos que se organizaram para resistir a hegemonia americana e despertaram o ódio que parte da população do mundo árabe nutre pelos povos do ocidente.

A radicalização das relações entre os norte-americanos e os árabes do Oriente Médio está longe de chegar a um final feliz, pelo contrário ela contribui para a generalização e disseminação do ódio mútuo. Dessa forma, acaba tornando-se comum escutarmos alguém dizer que todo árabe e islâmico é terrorista e acreditamos que no Oriente Médio a recíproca seja verdadeira, porém lá eles devem acreditar que todos os americanos são selvagens, imperialistas e sedentos por guerras.

Toda esta situação só irá gerar ainda mais violência e acirrar as precárias relações estabelecidas entre o Ocidente e o Oriente. Se não bastassem os conflitos políticos, militares e econômicos, há também conflitos culturais e religiosos mal resolvidos. Apesar do cessar-fogo as tropas americanas continuam a ocupar territórios do Afeganistão e do Iraque e os E.U.A mantém o controle rigoroso de suas fronteiras internas, tomando o cuidado para não sofrer novamente com atentados similares ao do 11 de setembro.

Graças as relações e as alianças que foram estabelecidas que os conflitos surgiram, em parte, devido a falta de confiança e de respeito as diferenças culturais existentes entre as partes envolvidas. As alianças entre Ocidente x Oriente foram construídas motivadas por interesses restritos a alguns grupos políticos e foram pautadas na desconfiança e na falta de respeito, por isso fracassaram e produziram grandes catastrófes e a bárbarie que temos presenciado ao longo desses anos.

Somente quando houver muita vontade política e respeito às diferenças culturais estes povos conseguirão trocar armas por flores, caso contrário continuaremos assistindo a outros 11 de setembro sangrentos, nos quais a ignorância e a irracionalidade irão se sobrepor ao diálogo e a capacidade humana de se relacionar com o diferente de forma pacífica e respeitosa.

2 comentários:

Francisco Castro disse...

Olá, gostei muito do seu blog e de sua abordagem.

Parabéns!

Um abraço

Folha Estudantil disse...

Prezado Francisco Castro,

Muito obrigado por seu comentário.
Estamos tentando, dia a dia, melhorar nosso blog!

Um cordial abraço,

Rodolfo.